Boa noite!
Após o tão desejado regresso vou agora iniciar uma série de posts no meu blogue dedicados a um único tema: a inseminação artificial de rainhas. Após uma grande pesquisa sobre o tema decidi construir o meu inseminador de rainhas. Devo dizer que quem sabe do assunto prefere ficar calado em vez de ajudar o próximo mas como eu não fico muito ralado com isso sigo em frente como se nada fosse!
Hoje vou falar de como se pode fazer facilmente uma seringa e uma agulha de inseminação com todas as medidas e características que estas devem ter, através de métodos perfeitamente acessíveis a todos! Esta foi talvez a parte mais difícil de engendrar porque requer alguns conhecimentos de medidas e materiais.
O primeiro passo é arranjar o material necessário.
Como eu trabalho num hospital foi muito fácil arranjar os materiais necessários sendo que apenas precisamos de:
1- tubos capilares com 1,5mm de diâmetro externo (arranjei-os no laboratório de análises e também são usados nas urgências pediátricas);
Após o tão desejado regresso vou agora iniciar uma série de posts no meu blogue dedicados a um único tema: a inseminação artificial de rainhas. Após uma grande pesquisa sobre o tema decidi construir o meu inseminador de rainhas. Devo dizer que quem sabe do assunto prefere ficar calado em vez de ajudar o próximo mas como eu não fico muito ralado com isso sigo em frente como se nada fosse!
Hoje vou falar de como se pode fazer facilmente uma seringa e uma agulha de inseminação com todas as medidas e características que estas devem ter, através de métodos perfeitamente acessíveis a todos! Esta foi talvez a parte mais difícil de engendrar porque requer alguns conhecimentos de medidas e materiais.
O primeiro passo é arranjar o material necessário.
Como eu trabalho num hospital foi muito fácil arranjar os materiais necessários sendo que apenas precisamos de:
1- tubos capilares com 1,5mm de diâmetro externo (arranjei-os no laboratório de análises e também são usados nas urgências pediátricas);
2- 1 seringa de administração de insulina (quem tem familiares diabéticos facilmente arranja esta seringa);
3- 1 catéter de punção venosa periférica 18G - 1.3x30mm (este é mais dificil de arranjar mas se tiverem enfermeiros na família é muito fácil arranjar este material);
4- um isqueiro de acender o fogão.
Agora vamos à parte prática. No catéter venoso periférico temos de remover o mandril metálico e o tubo plástico para ficarmos apenas com a parte que vai conectar à seringa. Os catéteres 18G têm o diâmetro interno exacto para fixar o tubo capilar como mostra a imagem a seguir.
Para desmontar o catéter basta puxar o mandril e cortar o plástico com uma tesoura. A foto a seguir mostra o catéter desmontado, onde podemos distinguir o mandril metálico (em cima), o tubo plástico (em baixo à esquerda) e a conexão do catéter para seringas e outros dispositivos médicos (em baixo à direita).
Para desmontar o catéter basta puxar o mandril e cortar o plástico com uma tesoura. A foto a seguir mostra o catéter desmontado, onde podemos distinguir o mandril metálico (em cima), o tubo plástico (em baixo à esquerda) e a conexão do catéter para seringas e outros dispositivos médicos (em baixo à direita).
Agora um pequeno filme de como montar o tubo capilar no que sobrou do catéter venoso.
Em seguida vamos transformar o tubo capilar na agulha de inseminação. Como estes são feitos de vidro, se forem aquecidos o vidro vai ficar mole e podemos aproveitar isso a nosso favor. Pendurando o tubo capilar nalgum objecto e colocando um peso de até 3 gramas na parte inferior do tubo capilar, vamos utilizar o isqueiro de fogão para aquecer o vidro. Eu acho que o peso da ponta do catéter é suficiente para o efeito pretendido uma vez que foi o que utilizei e resultou. Para explicar nada melhor que mais um vídeo.

Com o calor o vidro fica mole, e com o peso na extremidade vai afunilando de tal forma até ao ponto onde já não consegue esticar mais e separa-se em duas partes. Na parte que cai a extremidade vai ficar com o diâmetro de 0,2mm ou até inferior, e é essa que nos interessa pois esse é o diâmetro que é o necessário para fazer introduzir na vagina da rainha o esperma do zangão. Nesta foto podemos ver como fica o tubo capilar depois de aparado o fio de vidro que por vezes fica após a operação anterior.

Agora que o tubo está moldado e com a ponta que nós queremos só temos de a finalizar através de aquecimento outra vez para que a ponta não fique afiada e possa inviabilizar as rainhas (o calor vai provocar o arredondamento da extremidade e fazer desaparecer as arestas afiadas) , mas este passo vai ter que ficar para outro dia porque ainda não possuo o microscópio (ou outra alternativa) que é necessário por forma a vermos o que estamos a fazer.
Mesmo sem realizar este último passo testei a seringa com a agulha ao tentar aspirar um liquido colorido e devo dizer que resultou na perfeição.
Para finalizar o post nada melhor do que uma foto do conjunto final.


Por hoje fico por aqui, o primeiro passo está dado, faltam os seguintes. Existem pormenores que precisam de ser limados mas o básico foi ultrapassado!
"Não percam o próximo episódio porque eu também não!"
PS: Para ver melhor as fotos clique para ampliar.
Com o calor o vidro fica mole, e com o peso na extremidade vai afunilando de tal forma até ao ponto onde já não consegue esticar mais e separa-se em duas partes. Na parte que cai a extremidade vai ficar com o diâmetro de 0,2mm ou até inferior, e é essa que nos interessa pois esse é o diâmetro que é o necessário para fazer introduzir na vagina da rainha o esperma do zangão. Nesta foto podemos ver como fica o tubo capilar depois de aparado o fio de vidro que por vezes fica após a operação anterior.
Agora que o tubo está moldado e com a ponta que nós queremos só temos de a finalizar através de aquecimento outra vez para que a ponta não fique afiada e possa inviabilizar as rainhas (o calor vai provocar o arredondamento da extremidade e fazer desaparecer as arestas afiadas) , mas este passo vai ter que ficar para outro dia porque ainda não possuo o microscópio (ou outra alternativa) que é necessário por forma a vermos o que estamos a fazer.
Mesmo sem realizar este último passo testei a seringa com a agulha ao tentar aspirar um liquido colorido e devo dizer que resultou na perfeição.
Para finalizar o post nada melhor do que uma foto do conjunto final.
Por hoje fico por aqui, o primeiro passo está dado, faltam os seguintes. Existem pormenores que precisam de ser limados mas o básico foi ultrapassado!
"Não percam o próximo episódio porque eu também não!"
PS: Para ver melhor as fotos clique para ampliar.
parece-me um trabalho fantástico Hugo,
ResponderEliminarParabéns!!!
Pifano
já só falta o resto!
ResponderEliminarvamos ver o que o natal trás... :-)
Caro Hugo Martins,
ResponderEliminarParabéns pelo Blog!
Também tenho andado muito interessado na inseminação artificial, quando é que actualiza o blog com o seguimento da construção do inseminador artificial?
Um abraço
João Tomé
valedorosmaninho.blogspot.com