Bem depois de muito investigar na literatura decidi iniciar uma série de experiências tendo em vista desenvolver um maneio apícola racional e o mais natural possível!
A primeira prende-se com o espaço abelha... Todas as colmeias que se vendem em Portugal e arrisco-me a dizer que em quase todo o mundo... usam como espaço-abelha a medida de 10mm.
Sempre vi escrito na literatura que o espaço abelha vai dos 8 aos 10 mm pelo que decidi numa colmeia reversível usar este espaçamento. Resultado ganhei mais um quadro no ninho... Espero assim que o ninho se torne mais "quente" (ao reduzir o espaçamento entre quadros serão necessárias menos abelhas para aquecer esse espaço e assim diminui-se os gastos de reservas durante o inverno) e impedir que voltem a aparecer aqueles quadros com favos mais largos que a trave do quadro que tantas vezes irritam o maneio...
A primeira prende-se com o espaço abelha... Todas as colmeias que se vendem em Portugal e arrisco-me a dizer que em quase todo o mundo... usam como espaço-abelha a medida de 10mm.
Sempre vi escrito na literatura que o espaço abelha vai dos 8 aos 10 mm pelo que decidi numa colmeia reversível usar este espaçamento. Resultado ganhei mais um quadro no ninho... Espero assim que o ninho se torne mais "quente" (ao reduzir o espaçamento entre quadros serão necessárias menos abelhas para aquecer esse espaço e assim diminui-se os gastos de reservas durante o inverno) e impedir que voltem a aparecer aqueles quadros com favos mais largos que a trave do quadro que tantas vezes irritam o maneio...
A segunda prende-se com a dimensão do ninho e dos quadros que compõem o ninho. Reparei nas minhas colmeias (uso o modelo reversível) que as que invernavam melhor e que arrancavam melhor na primavera eram as que tinham uma meia alça em cima... meia alça essa que tinha sido deixada repleta de reservas para o inverno. Quases todas as que assim deixo a passar o inverno, são mais populosas na primavera e dão um rendimento superior, derivado do seu arranque primaveril mais rápido e mais forte. Recordo-me também de que na literatura vem descrito que a capacidade máxima de postura da rainha é de 3000 ovos/dia. Assim pretendia ter um ninho com quadros em que cada lado do quadro a rainha conseguisse por os 3000 ovos... feitas várias contas e aplicadas algumas fórmulas matemáticas cheguei à conclusão que um quadro com a altura de um ninho reversível + uma meia alça preenchia esses requisitos. E melhor ainda, o quadro ainda fica com espaço para reservas para o inverno! Assim tratei de encomendar uns quadros com as seguintes dimensões: 25mm de largura, 375mm de comprimento e... 400mm de altura! O suficiente para ocupar a altura do ninho mais a meia alça.

Como se pode ver através dos esquemas apresentados (feitos à escala) e comparando os dois quadros diferentes nota-se que para além de mais espaço para criação, o quadro também ganha mais espaço para reservas (mel e pólen). Fazendo as contas temos: para 100 alvéolos precisamos de 29,16cm quadrados, logo para 3000 precisamos de 874cm quadrados. Assim sabendo a área que necessitamos para o espaço de criação desejado e invertendo a fórmula para determinar a área de um círculo, consegue-se obter o raio do mesmo círculo. Assim precisamos de um círculo com 16,7cm de raio (33,4cm de diâmetro)... Como o quadro tem 37,5cm de comprimento a rainha vai poder fazer um círculo completo mesmo sem chegar aos bordos do quadro! Estes cálculos foram feitos com base nas medidas standard de moldagem da cera, ou seja 5,4cm para termos 10 alvéolos topo a topo.

Como se pode ver através dos esquemas apresentados (feitos à escala) e comparando os dois quadros diferentes nota-se que para além de mais espaço para criação, o quadro também ganha mais espaço para reservas (mel e pólen). Fazendo as contas temos: para 100 alvéolos precisamos de 29,16cm quadrados, logo para 3000 precisamos de 874cm quadrados. Assim sabendo a área que necessitamos para o espaço de criação desejado e invertendo a fórmula para determinar a área de um círculo, consegue-se obter o raio do mesmo círculo. Assim precisamos de um círculo com 16,7cm de raio (33,4cm de diâmetro)... Como o quadro tem 37,5cm de comprimento a rainha vai poder fazer um círculo completo mesmo sem chegar aos bordos do quadro! Estes cálculos foram feitos com base nas medidas standard de moldagem da cera, ou seja 5,4cm para termos 10 alvéolos topo a topo.Na boa verdade e já constatei isto na prática, quando tentei passar duas colmeias lusitanas para modelo reversível, as rainhas costumam preferir quadros maiores para fazer o ninho, onde consigam fazer a postura em círculos e colocar o maior número de ovos possível. Assim com um quadro do ninho com as dimensões, acima mencionadas, espero conseguir que a postura da rainha se restrinja apenas ao ninho e não suba às meias alças como acontece na reversível. Outro objectivo a atingir com estes quadros é o de prevenir a enxameação (pelo menos na fase inicial da primavera) ao aumentar o espaço do ninho e a área de postura disponível para a rainha.
foto 1: colocação do espaço abelha segundo o espaço abelha de 8mm (reparem no pormenor de ter 11 quadros no ninho em vez de 10)
foto 2: pormenor da folha de cera do tamanho lusitano e do tamanho real do quadro que ocupa um ninho reversível e uma meia alça lusitana
foto 3: colmeia onde foi aplicado o novo ninho, que ficou em baixo, posteriormente a rainha foi isolada no novo ninho usando uma grade excluidora
Experiências apícolas que só vão dar resultados práticos no próximo ano. Para já ficam apenas as fotos dos protótipos a serem colocados no campo!
Em breve darei mais notícias das minhas experiências! Não tive o sucesso desejado mas ficaram muitas lições para o futuro!
Boa noite amigo Hugo.
ResponderEliminarFiquei contente ao ler esta sua mensagem porque vi que coincidimos em algumas coisas.
Este ano, como experiência, também alterei o espaçamento de um dos ninhos para 11 quadros mas foi há pouco tempo e ainda não vi como está essa colmeia.
Quanto ao tamanho do quadro tive a mesma intenção (precisamente os mesmos 40cm de ninho!) no inicio da primavera mas depois, por motivos alheios às abelhas acabei por não fazer nada.
Um inconveniente é não existirem quadros desse tamanho à venda e construí-los para muitas colmeias ainda é trabalhoso, mas suponho que manda-los fazer também não deve ficar muito caro.
Também tem o inconveniente de se tornar um ninho e quadros pesados mas eu acredito que possa ter vantagens que tornem o factor peso de segunda importância. A mim parece-me uma muito boa ideia e quero ver se para o ano não falho.
Parece-me que os quadros têem que ser bem feitos e fortes para suportar bem o favo e o manusear do quadro!
Para mim a lusitana não perdia nada se fosse um pouquinho mais alta! Assim como é, já é bastante pesada e não seriam mais 10cm que fariam diferença! Suponho que a fizeram assim porque tábuas de mais de 31cm são difíceis de arranjar e mais facilmente empenam.
Vá dizendo como corre a experiência porque assim para o ano já arranco com algum avanço!
: )
Um abraço
Ricardo Pinto
Para já posso adiantar que os enxames onde apliquei o novo ninho adaptaram-se bem a este mas já não vai ser este ano que vão ocupar a totalidade do ninho... Já não estão numa de esticar cera... Ficaram-se apenas pelas lâminas de cera do tamanho lusitano. Para o ano talvez estiquem até ao fim do quadro.
ResponderEliminarDaqui para a frente vou relatando mais peripécias desta experiência!
Abraço
bem... nisso das medidas sou um pouco nabo, confio nas usadas pelos fabricantes, mas com as experiências por vezes descobrimos mais valias, força com elas.
ResponderEliminarAbraço
Ferradela
Olá Hugo,
ResponderEliminarTou fascinado com a tua experiência, fico à espera dos resultados com curiosidade.
Não só do ninho com 11 quadros (com redução do espaço abelha) como dos quadros do ninho de maiores dimensões.
E como fazes depois a gestão desses quadros maiores? passas a usar sempre uma alça montada no ninho? fixa ?
Abraços
Pifano
Boas tardes!
ResponderEliminarSe os objectivos destas experiências forem cumpridos ou tiver sucesso parcial vou ter que arranjar maneira de fixar a meia alça ao ninho. Até porque em termos de economia deve continuar a ficar mais barato mandar fazer os ninhos e as meias alças sem os quadros e mandar fazer os quadros à parte (a mim custou-me 1 euro por quadro...).
Para já posso dizer que com o novo espaço abelha os quadros tornam-se mais fáceis de manusear porque elas não esticam a cera para além da trave e também não pegam os quadros uns aos outros. Nisso já atingi o meu objectivo agora vamos ver o resto...
Abraços
Após observação das fotos, mais uma vez depreendo que alguns apicultores continuam a não dar importância às coisas práticas; porquê insistir em colocar as iniciais do seu nome nas colmeias e não colocar de vez o seu nº nacional de apicultor?
ResponderEliminarO Decreto-Lei que regulamenta a actividade apícola é bem claro! - O nº de apicultor deve ser colocado em local bem visível.
Que melhor local que nas colmeias e alças?
Basta uma folha de cartolina com os números bem recortados e um spray, que as colmeias ficam definitivamente marcadas.
Para quê ferros em brasa? para quê percas de tempo?
Os ladrôes não se preocupam com números gravados ou pintados! normalmente queimam os vestígios.
É muito mais prático ser pintado e para onde se leva uma colmeia e alças, temos o Nº de apicultor bem visível e esqueçamos placas, martelos, arames etc.
Eu gosto de ser prático.
José Chumbinho ( Algarve)
Boa tarde Hugo,
ResponderEliminarParabéns pela experiência.
Noto que considera a alteração de 2 variáveis em simultâneo: o tamanho dos quadros e o espaçamento entre os mesmos, creio que desta forma pode ser mais complicado aferir de qual contribui mais para os resultados da dita experiência.
Também estou a realizar uma experiência com algumas ideias em comum. Gostaria muito de o contactar para trocar algumas ideias.
Cumprimentos,
Jorge
Boa noite!
ResponderEliminarEstou sempre disponível para troca de ideias. Para isso pode usar o meu mail: hugomartins.1984@gmail.com
Fico a aguardar notícias suas!
Abraço
Muito interessante... Já venho a discutir este assunto há algum tempo com um apicultor e temos vindo a chegar às mesmas conclusões a que tu chegaste, Hugo. Continuação de um bom trabalho. Estas no bom caminho. A seguir experimenta a redução do tamanho dos alvéolos e verás resultados incriveís.
ResponderEliminarVai dando noticias dos resultados.